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'Eu mataria todos os infiéis', disse islâmico suspeito do ataque em Barcelona

Agosto 18 / 2017


O jovem de 17 anos que está sendo procurado após o atentado em Barcelona era uma pessoa muito radicalizada apesar da pouca idade, segundo fontes. Moussa Oukabir, de origem marroquina, não tinha antecedentes criminais e vivia com seu pais em Ripoll, na província de Girona há anos.

O adolescente que usava o nome de Moussa Street Boy nas redes sociais há dois anos publicou uma mensagem preocupante. A uma pergunta sobre o que ele faria se fosse um rei absoluto por um dia, o menino respondeu: "Mataria todos os infiéis e somente deixaria os muçulmanos que sigam a religião". Moussa tinha só 15 anos quando disse isso. Na mesma rede social, um internauta perguntou ao jovem onde ele nunca moraria e ele afirmou "no Vaticano".

Apontado como suspeito do atentado, que deixou 14 mortos e 130 feridos, por ter o nome registrado no aluguel do veículo que atropelou a multidão, Driss Oukabir, o irmão mais velho de Moussa, se entregou à polícia e alegou inocência. Ele acredita que o irmão mais novo roubou seus documentos e se passou por ele.

Segundo o "El País", o jovem é apontado como o motorista que atropelou pedestres nas Ramblas. Ele é suspeito de integrar uma célula terrorista de 12 integrantes — quatro deles já foram presos pela polícia. Outros cinco foram mortos por agentes em um ataque frustrado horas depois do atropelamento, em Cambrils.

Segundo as autoridades, os terroristas planejavam um atentado de maior proporção.

— Estamos trabalhando com a hipótese de que os autores (dos ataques) estavam planejando ambos (em Barcelona e Cambrils) no prédio de Alcanar (explodido na noite de quarta-feira), mas não podemos juntar todos os cenários. Foi um grupo, não temos o número concreto, mas não estamos descartando a ideia de que estão planejando outros ataques — afirmou o chefe da polícia Josep Lluis Trapero, que conduz a investigação dos atentados.

Milhares de pessoas e autoridades se reuniram nesta sexta-feira na Praça da Catalunha, no centro de Barcelona, para prestar um minuto de silêncio em homenagem às vítimas e feridos do atropelamento nas Ramblas, um famoso calçadão turístico da cidade catalã. O rei Felipe da Espanha, o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, e a prefeita de Barcelona, Ada Colau, compareceram ao evento.

A lista dos países das vítimas inclui: Alemanha, Argélia, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Marrocos, Canadá, China, Colômbia, Romênia, Venezuela, Cuba, Equador, Egito, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Reino Unido, Grécia, Holanda, Taiwan, Honduras, Hungria, Irlanda, Itália, Kuwait, Macedônia, Mauritânia, Paquistão, Peru, República Dominicana e Turquia.

 



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