MARANHÃO

Polícia Civil trabalha para concluir o caso da menina Allana Ludimilla

Novembro 07 / 2017

 

A Polícia Civil ainda trabalha para concluir a veracidade dos fatos do crime que parou o Maranhão na semana passada. O corpo de Alanna Ludimilla Borges Pereira, 10 anos, que estava desaparecida desde quarta-feira (01), foi encontrado no quintal da própria residência no Maiobão, em Paço do Lumiar na sexta-feira (03). O principal suspeito do crime, o ex-padrasto da menina, Robert Serejo Oliveira, foi preso no sábado (04), quando tentava sair de São Luís. Após a prisão ele confessou a autoria do crime.

Uma equipe do Instituto de Criminalística e Medicina Legal (ICRIM) esteve na residência de Alanna no dia seguinte (02) ao desaparecimento e realizou todos os exames solicitados no interior da residência, onde coletaram grande quantidade de vestígios, desde as vestes, fragmentos de tecido e capa de colchão. Todos os materiais foram encaminhados ao Instituto de Genética Forense. A visita da equipe foi amplamente questionada por internautas nas redes sociais, já que o corpo da criança foi encontrado no quintal da casa. Eles acreditam que o caso deveria ser solucionado mais cedo se a perícia vasculhasse o quintal da casa.

Após o corpo ser encontrado por um vizinho, uma equipe de quatro peritos criminais foi até o local. Foram feitos exames no local, coleta de microvestígios e em seguida a remoção do cadáver. O cadáver foi encaminhado e examinado no IML com o acompanhamento dos peritos criminais. Materiais biológicos coletados durante a necropsia também foram encaminhados ao Instituto Laboratorial de Análises Forenses e Instituto de Genética Forense. À noite, a equipe retornou na cena do crime para nova análise com aplicação de luzes forenses em busca de mais vestígios.

“A primeira fase da investigação foi concluída com a prisão do acusado, mas os peritos continuam trabalhando nos exames para apresentar os resultados através dos laudos periciais” afirma, o Perito Criminal Miguel Alves, Superintendente de Polícia Técnico-Científica (SPTC) da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.

“Sabemos que o trabalho de perícia é feito nos bastidores pelos competentes e dedicados Peritos Oficiais, por isso não é assistido e nem revelado imediatamente, pois as conclusões só vêm a público através dos laudos periciais. Só assim os peritos podem falar ou afirmar algo, depois que já se tem um resultado preciso”, concluiu o Superintendente. 

Por: Tarcísio Brandão (Rádio Notícia Maranhão)

 

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